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P: Sou estudante de psicologia, estou
fazendo um trabalho sobre Depressão Puerperal. Formulei uma hipótese, e gostaria de saber a sua opinião sobre a
mesma. A hipótese é a seguinte: "A Depressão pós parto é menos encontrada em mulheres que possuem reações psicológicas normais e vivem num meio onde a situação é
favorável".
R: Sim, isso é verdade mas vc disse bem: é menos encontrada, mas mesmo assim existem
muitíssimos casos exatamente nessa situação de vida.
P: Minha esposa, teve uma
gravidez de 7 meses e perdeu a criança a 5 meses atrás, já tínhamos comprado todas as
coisas para a criança pois seria o nosso 1º filho, no início tudo era tristeza e muito
remorso, agora ela tem algumas atitudes que nem ela mesma sabe explicar....Ela esta bem, e
no mesmo momento ela começa a ficar triste e começa chorar sem motivo algum (aparente),
sei que é pela morte do bebê, mas ela além de ficar chorando não se contente e começa
a bater as mãos e a cabeça na cabeceira da cama com uma seqüência violenta, tento
segurá-la mas ela não gosta de ouvir nem minha voz. São várias horas nesta agonia e
quando ela se acalma, pede desculpas e diz que me ama e que não consegue controlar-se. O
meu maior medo é que ela faça alguma loucura tipo "se matar". Gostaria
que alguém me desse alguma solução sobre esse caso.... ISSO É DEPRESSÃO? Pode ser
tratada?
R: Pode sim ser uma
Depressão puerperal, e deve passar rápido com tratamento.
P: ... só me dei bem com o
Limbitrol, haja vista que todos os demais produziram em mim uma grande agitação e piora
do quadro. Todas as conquistas que fiz na minha vida (emprego, casamento, gravidez...)
foram sempre permeadas por uma grande dose de sofrimento, principalmente porque tratava-se
de momentos onde eu tinha necessidade de amadurecer, crescer, e sempre rejeitei isso para
mim, preferindo continuar como uma criança que está sempre sendo cuidada... Passei
momentos inexplicavelmente torturantes, com muita angústia, ansiedade, agonia,
pensamentos repetitivos, tremores, taquicardias, etc... Fiquei grávida sem querer e nunca
quis ser mãe, nunca tive esse sentimento presente dentro de mim (talvez pelo próprio
papel de cuidadora que eu teria que assumir assim que meu filho nascesse...). Enfim,
engravidei e tive que abandonar o Limbitrol. Passei um começo de gravidez difícil, mas
um terceiro trimestre muito bom. Fiquei tão bem que achei que nunca mais precisaria de
medicação. No quarto dia do nascimento de meu filho, mais ou menos, comecei a ter
vontade de chorar por quase tudo (e principalmente pelos afazeres e cuidados com o bebê,
que a mim pareciam imensos) e ficar extremamente irritada e nervosa com as pessoas e todos
os acontecimentos. Até que as coisas foram piorando e muito. Comecei a ter pensamentos
adversos, como : "Não deveria ter ficado grávida", "Não deveria ter sido
mãe" e outros em relação ao bebê, como achar que não o amava e em certos
momentos ter raiva dele e chegar a xingá-lo em pensamento, sendo que nunca tomei
qqr atitude agressiva em relação a ele e, mais do que isso, sinto que não teria coragem de
tomá-la na prática. Fora que nos momentos em que me sinto um pouco melhor, nos momentos
em que pareço não estar tão mal, sinto-me amando meu filho e querendo-o bem. Dessa
forma, entendo como uma espécie de boicote esse "afastamento" do meu filho em
relação a mim. Estou tomando Prozac 20 mg e continuo amamentando. Tomo o
medicamento há +/- 18 ou 19 dias e não senti praticamente melhora nenhuma. Fiquei muito
ansiosa e deveras agoniada com o medicamento e percebo que me dava bem melhor com o
Limbitrol.
R: Se vc sempre se deu em com o
Limbitrol, pq está tomando Prozac?
P: 32 anos, uma filha de 7
anos, tive Depressão pós parto esse problema quando minha filha nasceu, que durou alguns
dias; uma tristeza enorme, choros contínuos, etc. O que gostaria de saber é se no caso
de uma segunda gravidez, isso aconteceria de novo, e por que aconteceu, se deveria ser um
momento de total felicidade?
R: Sim, existe grande chance de
você sofrer uma segunda Depressão pós parto. Mas perfeitamente evitável, "previsível"
e
na pior das hipóteses que passará em poucos dias. Portanto, tenha quantos filhos quiser,
pois a DPP não será um problema, OK ? Procure um Psiquiatra em sua cidade e já faça o
planejamento de ser atendida pouco antes do parto.
: Com
dezoito anos tive minha primeira filha, depois de três dias eu comecei sentir
medo que o bebe morresse e medo que eu pudesse fazer mal pro bebe e ficava
passando aquelas cenas na minha cabeça que eu fosse fazer mal pro bebe e eu
ficava deprimida e nervosa bom só procurei ajuda muito tempo depois. Agora tive
o segundo bebe e voltou tudo de novo.
R: É verdade, a Depressão
pós Parto costuma acontecer de novo no parto seguinte. Para evitar isso
quase sempre basta tomar um antidepressivo no parto e nos dias seguintes,
preventivo.
P: Tive depressão pós parto há
quatro anos e ainda estou em tratamento. Vi minha vida ser destruída por crises
incontáveis de desespero, medo, sentimentos de incapacidade e culpa, remorso,
ódio do marido e vontade de sumir, eu simplesmente queria desaparecer do mapa.
Então fui atrás de tudo que me indicavam: médicos, terapeutas e até
"pais de santo". Hoje, depois de uma verdadeira via-sacra mental de lágrimas
e sofrimento, já passei por Sertralina, Fluoxetina, Wellbutrin e Cymbalta, Rivotril
(três gotas me fazem dormir um dia inteiro). Atualmente estou usando Remeron
45mg (um ano). Me sinto melhor, embora cada dia eu esteja mais distante do que
era antes, ele alivia minhas dores musculares, melhor que a Sertralina (tinha
uma tensão horrível na região do pescoço) mas não me acalma tão bem quanto
qdo eu usava a Sertralina (retirei por problemas sexuais) . Minha psiquiatra
associou com Trileptal 300mg 2x ao dia, ele me acalma um pouco, mas sinto que não
o suficiente, pois me sinto como uma panela fervente prestes a transbordar, e
qualquer coisinha a mais que aconteça eu acabo explodindo, às vezes sinto como
se eu mesma estivesse me contendo e não o medicamento. Seria o caso de rever a
medicação? Sinto me exausta, acho que vou viver de medicamentos para sempre!!!
R: Com certeza. 4 anos é tempo
demais. Sua medicação precisa ser revista, assim como provavelmente vc precisa
da ajuda de um psicoterapeuta também.
P: Tive depressão pós
parto há
13 anos, de lá pra cá minha rotina é consultórios, e mais consultórios, de
todas as especialidades, já há 1 ano uso Trileptal 600mg, Maxiplan 20mg e
Rivotril 2 mg, 1 comp de cada um p dia. Faço terapia com psicólogo 1 vez na semana. Aproximadamente
2 meses para cá, apareceram novos sintomas, como sonolência incontrolável,
tontura constante, dores nos braços e pernas e sinto as pernas travadas quando
saio de casa. Gostaria de saber se esses sintomas, podem se efeitos da medicação,
ou seria um agravamento de minha depressão, já ouvi falar da Fibromialgia como
conseqüência da depressão, (isso é possível/).Como se trata a Fibromialgia?
Seria o caso de trocar medicação? E no caso da medicação q uso) Trileptal,
Maxiplan e Trileptal) a interrupção do uso causa crises de abstinência?
R: Olha, eu acho que é muito
tempo, muitos sintomas, muitos diagnósticos. Eu procuraria um novo médico para
reavaliar completamente o tratamento, desde o começo.
P: Dr. estou
fazendo uma monografia sobre " estado puerperal como excludente de
criminalidade", sei que a psicose puerperal é diferente do estado
puerperal, portanto gostaria de saber se em uma depressão pos parto profunda a
mulher perde a noção do que esta fazendo e perde o controle de seus atos como
acontece com a psicose. gostaria também de saber qual o tempo do estado
puerperal de uma mulher...obrigada...
R: Nas depressões
extremamente graves ou nas depressões psicóticas a mulher pode até saber o
que está fazendo, mas seus pensamentos e atos são dominados pelo delírio de
culpa e de ruína, portanto ela pode fazer coisas que jamais faria fora desse
estado. A segunda parte da pergunta não entendi.
P: Olá! tenho 32
anos e desde os 17 sofro de depressão, tive depressão pos parto, com muita
ansiedade e síndrome do pânico. na segunda gravidez tive depressão durante a gravidez, e
aí sim tive de tomar medicação fiquei muito mal. tomei medicação uns três
anos depois parei. a terceira gravidez tudo correu bem não usei nenhuma medicação. hoje
já tomo Pamelor 25mg e Rivotril 0,5mg há+ de 3anos mas atualmente estou
sentindo muitas coisas ruins. sem vontade de me levantar da cama, sem vontade de
air de casa. passo mal sinto vazio na cabeça e falta de ânimo. E normal, o que
devo fazer?
R: Olá! Normal
lógico que não é. Procure um psiquiatra.
P: Tenho 2 filhas
LINDAS, UMA DE 6 ANOS E OUTRA DE 3 MESES, LOGO DEPOIS DO PARTO FIQUEI MUITO
CHORONA, VENDO FACAS PESSOAS MORTAS COM PENSAMENTOS CONFUSOS DO TIPO , QDO ESTOU
FAZENDO AMOR COM MEU ESPOSO FICO IMAGINANDO NOSSAS FILHAS NO MEIO SEM EU QUERER,
SABE E COMO EU TIVESSE CIÚMES DELAS EM RELAÇÃO AO MEU ESPOSO , AS VEZES PASSA
, ISTO É UMA DEPRESSÃO?
R: Aparentemente
sim. E ela passa com tratamento, não se preocupe. Mas procure um psiquiatra.
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