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Se você está tratando uma depressão pós parto ou depressão puerperal há mais de 4 semanas sem melhora, é tempo de rever todo o tratamento. Pode ser medicação não ideal para o teu caso, pode ser subdose, pode ser necessidade de uma terapia, pode ser algum problema orgânico presente.

Tratamento de  Depressão Puerperal ou Depressão pós Parto

Pág 1   P 2   P 3   P 4     Depoimentos    Psicose Puerperal   Tratamento de Depressão na Gravidez

 

 

 

P: Sou estudante de psicologia, estou fazendo um trabalho sobre Depressão Puerperal. Formulei uma hipótese, e gostaria de saber a sua opinião sobre a mesma. A hipótese é a seguinte: "A Depressão pós parto é menos encontrada em mulheres que possuem reações psicológicas normais e vivem num meio onde a situação é favorável".

R: Sim, isso é verdade mas vc disse bem: é menos encontrada, mas mesmo assim existem muitíssimos casos exatamente nessa situação de vida.

P: Minha esposa, teve uma gravidez de 7 meses e perdeu a criança a 5 meses atrás, já tínhamos comprado todas as coisas para a criança pois seria o nosso 1º filho, no início tudo era tristeza e muito remorso, agora ela tem algumas atitudes que nem ela mesma sabe explicar....Ela esta bem, e no mesmo momento ela começa a ficar triste e começa chorar sem motivo algum (aparente), sei que é pela morte do bebê, mas ela além de ficar chorando não se contente e começa a bater as mãos e a cabeça na cabeceira da cama com uma seqüência violenta, tento segurá-la mas ela não gosta de ouvir nem minha voz. São várias horas nesta agonia e quando ela se acalma, pede desculpas e diz que me ama e que não consegue controlar-se. O meu maior medo é que ela faça alguma loucura tipo "se matar".  Gostaria que alguém me desse alguma solução sobre esse caso.... ISSO É DEPRESSÃO? Pode ser tratada?

R: Pode sim ser uma Depressão puerperal, e deve passar rápido com tratamento.

P: ... só me dei bem com o Limbitrol, haja vista que todos os demais produziram em mim uma grande agitação e piora do quadro. Todas as conquistas que fiz na minha vida (emprego, casamento, gravidez...) foram sempre permeadas por uma grande dose de sofrimento, principalmente porque tratava-se de momentos onde eu tinha necessidade de amadurecer, crescer, e sempre rejeitei isso para mim, preferindo continuar como uma criança que está sempre sendo cuidada... Passei momentos inexplicavelmente torturantes, com muita angústia, ansiedade, agonia, pensamentos repetitivos, tremores, taquicardias, etc... Fiquei grávida sem querer e nunca quis ser mãe, nunca tive esse sentimento presente dentro de mim (talvez pelo próprio papel de cuidadora que eu teria que assumir assim que meu filho nascesse...). Enfim, engravidei e tive que abandonar o Limbitrol. Passei um começo de gravidez difícil, mas um terceiro trimestre muito bom. Fiquei tão bem que achei que nunca mais precisaria de medicação. No quarto dia do nascimento de meu filho, mais ou menos, comecei a ter vontade de chorar por quase tudo (e principalmente pelos afazeres e cuidados com o bebê, que a mim pareciam imensos) e ficar extremamente irritada e nervosa com as pessoas e todos os acontecimentos. Até que as coisas foram piorando e muito. Comecei a ter pensamentos adversos, como : "Não deveria ter ficado grávida", "Não deveria ter sido mãe" e outros em relação ao bebê, como achar que não o amava e em certos momentos ter raiva dele e chegar a xingá-lo em pensamento, sendo que nunca tomei qqr atitude agressiva em relação a ele e, mais do que isso, sinto que não teria coragem de tomá-la na prática. Fora que nos momentos em que me sinto um pouco melhor, nos momentos em que pareço não estar tão mal, sinto-me amando meu filho e querendo-o bem. Dessa forma, entendo como uma espécie de boicote esse "afastamento" do meu filho em relação a mim.  Estou tomando Prozac 20 mg e continuo amamentando. Tomo o medicamento há +/- 18 ou 19 dias e não senti praticamente melhora nenhuma. Fiquei muito ansiosa e deveras agoniada com o medicamento e percebo que me dava bem melhor com o Limbitrol.

R: Se vc sempre se deu em com o Limbitrol, pq está tomando Prozac?

P: 32 anos, uma filha de 7 anos, tive Depressão pós parto esse problema quando minha filha nasceu, que durou alguns dias; uma tristeza enorme, choros contínuos, etc. O que gostaria de saber é se no caso de uma segunda gravidez, isso aconteceria de novo, e por que aconteceu, se deveria ser um momento de total felicidade?

R: Sim, existe grande chance de você sofrer uma segunda Depressão pós parto. Mas perfeitamente evitável, "previsível" e na pior das hipóteses que passará em poucos dias. Portanto, tenha quantos filhos quiser, pois a DPP não será um problema, OK ? Procure um Psiquiatra em sua cidade e já faça o planejamento de ser atendida pouco antes do parto.

: Com dezoito anos tive minha primeira filha, depois de três dias eu comecei sentir medo que o bebe morresse e medo que eu pudesse fazer mal pro bebe e ficava passando aquelas cenas na minha cabeça que eu fosse fazer mal pro bebe e eu ficava deprimida e nervosa bom só procurei ajuda muito tempo depois. Agora tive o segundo bebe e voltou tudo de novo.

R: É verdade, a Depressão pós Parto costuma acontecer de novo no parto seguinte. Para evitar isso quase sempre basta tomar um antidepressivo no parto e nos dias seguintes, preventivo.

P: Tive depressão pós parto há quatro anos e ainda estou em tratamento. Vi minha vida ser destruída por crises incontáveis de desespero, medo, sentimentos de incapacidade e culpa, remorso, ódio do marido e vontade de sumir, eu simplesmente queria desaparecer do mapa. Então fui atrás de tudo que me indicavam: médicos, terapeutas e até "pais de santo". Hoje, depois de uma verdadeira via-sacra mental de lágrimas e sofrimento, já passei por Sertralina, Fluoxetina, Wellbutrin e Cymbalta, Rivotril (três gotas me fazem dormir um dia inteiro). Atualmente estou usando Remeron 45mg (um ano). Me sinto melhor, embora cada dia eu esteja mais distante do que era antes, ele alivia minhas dores musculares, melhor que a Sertralina (tinha uma tensão horrível na região do pescoço) mas não me acalma tão bem quanto qdo eu usava a Sertralina (retirei por problemas sexuais) . Minha psiquiatra associou com Trileptal 300mg 2x ao dia, ele me acalma um pouco, mas sinto que não o suficiente, pois me sinto como uma panela fervente prestes a transbordar, e qualquer coisinha a mais que aconteça eu acabo explodindo, às vezes sinto como se eu mesma estivesse me contendo e não o medicamento. Seria o caso de rever a medicação? Sinto me exausta, acho que vou viver de medicamentos para sempre!!!

R: Com certeza. 4 anos é tempo demais. Sua medicação precisa ser revista, assim como provavelmente vc precisa da ajuda de um psicoterapeuta também.

P: Tive depressão pós parto há 13 anos, de lá pra cá minha rotina é consultórios, e mais consultórios, de todas as especialidades, já há 1 ano uso Trileptal 600mg, Maxiplan 20mg e Rivotril 2 mg, 1 comp de cada um p dia. Faço terapia com psicólogo 1 vez na semana. Aproximadamente 2 meses para cá, apareceram novos sintomas, como sonolência incontrolável, tontura constante, dores nos braços e pernas e sinto as pernas travadas quando saio de casa. Gostaria de saber se esses sintomas, podem se efeitos da medicação, ou seria um agravamento de minha depressão, já ouvi falar da Fibromialgia como conseqüência da depressão, (isso é possível/).Como se trata a Fibromialgia? Seria o caso de trocar medicação? E no caso da medicação q uso) Trileptal, Maxiplan e Trileptal) a interrupção do uso causa crises de abstinência?

R: Olha, eu acho que é muito tempo, muitos sintomas, muitos diagnósticos. Eu procuraria um novo médico para reavaliar completamente o tratamento, desde o começo.

P: Dr. estou fazendo uma monografia sobre " estado puerperal como excludente de criminalidade", sei que a psicose puerperal é diferente do estado puerperal, portanto gostaria de saber se em uma depressão pos parto profunda a mulher perde a noção do que esta fazendo e perde o controle de seus atos como acontece com a psicose. gostaria também de saber qual o tempo do estado puerperal de uma mulher...obrigada...

R: Nas depressões extremamente graves ou nas depressões psicóticas a mulher pode até saber o que está fazendo, mas seus pensamentos e atos são dominados pelo delírio de culpa e de ruína, portanto ela pode fazer coisas que jamais faria fora desse estado. A segunda parte da pergunta não entendi.

P: Olá! tenho 32 anos e desde os 17 sofro de depressão, tive depressão pos parto, com muita ansiedade e síndrome do pânico. na segunda gravidez tive depressão durante a gravidez, e aí sim tive de tomar medicação fiquei muito mal. tomei medicação uns três anos depois parei. a terceira gravidez tudo correu bem não usei nenhuma medicação. hoje já tomo Pamelor 25mg e Rivotril 0,5mg há+ de 3anos mas atualmente estou sentindo muitas coisas ruins. sem vontade de me levantar da cama, sem vontade de air de casa. passo mal sinto vazio na cabeça e falta de ânimo. E normal, o que devo fazer?

R: Olá! Normal lógico que não é. Procure um psiquiatra.

P: Tenho 2 filhas LINDAS, UMA DE 6 ANOS E OUTRA DE 3 MESES, LOGO DEPOIS DO PARTO FIQUEI MUITO CHORONA, VENDO FACAS PESSOAS MORTAS COM PENSAMENTOS CONFUSOS DO TIPO , QDO ESTOU FAZENDO AMOR COM MEU ESPOSO FICO IMAGINANDO NOSSAS FILHAS NO MEIO SEM EU QUERER, SABE E COMO EU TIVESSE CIÚMES DELAS EM RELAÇÃO AO MEU ESPOSO , AS VEZES PASSA , ISTO É UMA DEPRESSÃO?

R: Aparentemente sim. E ela passa com tratamento, não se preocupe. Mas procure um psiquiatra.

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