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P: Minha filha de 4 anos sempre
foi uma criança calma, tranqüila. vai ao colegio desde que tinha 1 ano e 10
meses. ocorre que há aproximadamente 1 mês, está muito medrosa. não fica
sozinha em lugar nenhum, e grita qdo não me ve por perto. também fica
desesperada quando o pai desce do carro pra fazer alguma coisa e nos duas
ficamos esperando... chora e inventa na hora que quer fazer xixi, acho que só
pra descer com o pai. não quer ir na casa da amiga brincar, acho q tem medo de
eu não ir buscá-la mais. estou preocupada, pq ela era mais independente antes,
e agora fica "andando atrás de mim" o tempo todo. é normal esse
medo? pq eu pergunto e ela fala que não tem medo de nada.... oq fazer?
Prezada Eslaine, este é um
quadro sugestivo de transtorno fóbico-ansioso da infância. É mais comum em
crianças maiores (a partir dos 7 anos) mas pode acontecer também em crianças
menores. Somente uma avaliação com a criança será capaz de esclarecer se o
que está acontecendo com o seu filho é algo passageiro ou requererá cuidados
maiores. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
P: TENHO UM SOBRINHO DE 11 ANOS
QUE TEM UMA ALIMENTAÇÃO BASTANTE INCOMUM, DESDE SEUS SEIS MESES DE IDADE SE
RECUSA A ALIMENTAR-SE NORMALMENTE; ATÉ SEUS 2 ANOS SÓ QUERIA COMER ANGU DE
FUBÁ RALO, E DEPOIS PASSOU A ACEITAR SOMENTE PAPINHA INDUSTRIAL ,OFERECER
OUTROS ALIMENTOS A ELE CAUSA NAUSEAS, IRRITAÇÃO E GRANDE INSATISFAÇÃO DA
PARTE DELE, QUE NÃO GOSTA DE FALAR SOBRE O ASSUNTO. O QUE DEVEMOS FAZER?
R: Prezada Natalia, Sugiro
consultar um pediatra e uma nutricionista. Existem alguns transtornos mentais,
como o autismo por exemplo, onde a criança tem um repertório bastante restrito
para se alimentar, além de uma recusa em experimentar alimentos novos. Caso ele
tenha outros comprometimentos que não somente este com a comida, sugiro também
consultar um psiquiatra infantil. Atenciosamente, Dra. Susan Mondon.
P: Tenho um filho de 4 anos com
atraso de fala. Em outros aspectos é bem normal, porém não compreende
comandos simples, como "quantos anos você tem", bem diferente, por
exemplo de seu desempenho no computador, seu entendimento em filmes e na escola,
que são bons. Parece-me que tem um desenvolvimento normal, porém
"lento". Não se enquadrou ainda em surdez, autismo ou outro problema.
O que o senhor acha?
R: Prezada Renata, É
necessário um diagnóstico fonológico para o caso do seu filho. Sugiro então
procurar uma fonoaudióloga. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
P: Meu filho de 11a tem
problemas de comportamento, vai muito mal na escola, sempre agride ou faz
sarrismo com os outros inclusive em casa, tem um temperamento bem difícil. Há
8meses tratamos com psiquiatra, primeiro diagnosticou-se TDAH (Ritalina 10mg 1x
ao dia), como é pelo SUS mudamos de medico por quebra de contrato com a clínica, o
outro profissional diagnosticou THB (Depakene 250mg manhã e noite+ Risperidona
1mg a noite), já são três meses e não vejo melhora e as coisa estão
piorando dia a dia com a adolescência chegando estou em pânico. O que posso
fazer?
R: Prezada Lucimara, Você pode
procurar uma terceira opinião ou então conversar com o médico que o está
acompanhando agora, pois esta troca de medicações no início é comum, até
que se encontre uma medicação que realmente possa ajudar o paciente. Este
início de tratamento pode levar meses e requer bastante paciência.
Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni.
P: boa tarde meu filho de 3
anos de idade é filho único e não tem muita convivência com outras crianças, só
os coleguinhas na escola mesmo assim ele prefere brincar só com um coleguinha
ele está adquirindo algumas manias, fica passando a mão no rosto no sentido vertical,
assistir desenho a poucos centímetros da televisão não gosta de dormi
gostaria de saber se é da idade ou se devo procurar um neuropediatra?
R: Prezada Sirene, Seria
melhor, de fato, que um médico, neuropediatra ou psiquiatra infantil o visse,
para afastar qualquer alteração comportamental devido a um transtorno de
desenvolvimento. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
P: Minha sobrinha tem 6 anos,
entrou na escola este ano e esta terminando o Jardim. Todos seus colegas já
sabem as cores, as letras, contar histórias e ela não. Acredito que os pais
tem uma boa parte da culpa porque não ensinavam antes (contar, cores,...), mas
fiz brincadeiras de seqüência lógica, tamanhos, formas e ela relacionou
todas, porém se digo a ela que isto é azul, em 2 segundos que ela olha ao lado
e pergunto de novo, ela já não lembra mais. levei ao zoológico e quando
retornamos não soube contar nenhum baixo que viu, enquanto o irmão dela de 3
anos falou tudo o que fez e tudo o que viu. O que pode estar acontecendo?
R: Prezada Debora, Com os dados
apresentados não é possível saber o que está acontecendo. O ideal é
levá-la para uma consulta com psiquiatra infantil, para um diagnóstico
preciso. Em Porto Alegre há um ótimo serviço, na Universidade de Porto
Alegre. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
P: Minha filha de 5 anos está
muito agressiva ultimamente na escola com os coleguinhas, já fui chamada uma
série de vezes, vive brigando, empurrando, quando não fazem o que ela quer. Na
parte pedagógica ela está muito bem, adora estudar e é muito elogiada. Mas
anda mentindo muito, me falar para procurar uma Psicopedagoga, por estes
motivos, mas com os depoimentos que li, pode ser que ela tenha depressão
infantil?
R: Prezada Bianca, Uma Psicopedagoga
é geralmente indicada para casos de comprometimento no rendimento pedagógico,
o que não me parece ser o caso. O ideal seria procurar uma psicóloga ou
psiquiatra infantil, para fazer uma consulta e ver qual a melhor forma de
abordagem terapêutica. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
P: Minha filha, de 4 anos mora
com a avó, para que eu possa trabalhar, não moro com essa avó, sei que ela
sempre foi muito possessiva. Devido ao comportamento de minha filha, de sempre
estar falando que a avó bate "com tudo" nela, de sempre chorar muito
quando tem que voltar para a avó, algumas marcas que segundo a avó sempre é
fruto de alguma queda, etc, levei, a conselho de algumas vizinhas da avó, que
escutam minha filha chorar muito, então, a levei para uma psicóloga que
diagnosticou "Síndrome de Ansiedade Infantil" e solicitou
orientação para a avó devido também ao "mutismo" que minha filha
apresentava durante as sessões. Me foi solicitado que minha filha permanecesse
sob psicoterapia. A avó acha que é desnecessário, e se nega a levar minha
filha a um psicólogo, não tenho tempo pois trabalho durante a semana toda e
desconheço psicólogo infantil que atenda de Domingo, nunca ví a avó agredir
minha filha, qual a importância de se estar levando minha filha no psicólogo?
Grata.
R: Prezada Ana, A violência
doméstica é uma das causas mais comuns de distúrbios mentais que as crianças
passam a desenvolver e que muitas vezes se manifestam mais tardiamente, na
adolescência. Sua filha é bastante pequena e o fato de estar apanhando tanto
poderá trazer seqüelas emocionais irreversíveis. Muitas vezes os cuidadores
se negam a participar deste tipo de tratamento porque sabem que, de uma forma ou
de outra, estará sendo envolvidos e terão que mudar. Pelo bem de sua filha,
acho que você deveria insistir de que a avó a levasse para o tratamento,
acionando para isso, se necessário, o Conselho Tutelar. Atenciosamente, Dra.
Susan Mondoni
P: Tenho uma filha de 5 anos e
6 meses e há uns 3 meses sofreu assédio de um menino de 7 anos que lhe mostrou
revistas de sexo e fez com que ela lhe fizesse sexo oral e lambeu sua vagina.
Após ter acontecido este episódio ela não resistiu e nos contou o acontecido,
não a repreendemos e falamos com muita calma e tentamos fazer o possível para
não traumatiza-la mais. Agora o que está acontecendo é que ela diz que quando
vê um adulto pensa logo nos órgãos genitais destes e alega também que isto
vem na sua cabeça expontaneamente e não consegue para de pensar em tudo isto.
Pede para que a gente tire de seus pensamentos esse tipo de coisas. Estamos preocupadíssimos
com esta situação e não sabemos como fazer. Gostaríamos de obter alguma
ajuda. O que devemos fazer? Já faz uns 20 dias que está acontecendo e ela
está ficando muito colada com a mãe e quando ela esta presente até me recusa
não querendo conversa e quando estou sozinho passeando com ela é totalmente
extrovertida, quer que eu conte histórias, me pergunta o porque das coisas,
etc.
R: Prezado Marcius, Após
acontecimentos como este, é comum que crianças manifestem alguma alteração
comportamental. Isso deve passar. Caso estejam muito preocupados e inseguros,
sugiro procurarem um psicólogo para tirarem suas dúvidas e ele avaliar a
criança. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
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