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Perguntas sobre problemas Psicológicos, psiquiátricos e neurológicos na infância

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Para perguntas e respostas sobre Exames Neurológicos, clique nestas páginas: P 6 A (sobre exames neurológicos)   P 6 B (também sobre exames neurológicos)

 

 

Uma criança de 6 anos de idade (sem qualquer problema em termos de relacionamento interpessoal, rendimento escolar e demais aspectos do desenvolvimento) tem referido há aproximadamente 2 meses pensamentos repetitivos (que, de acordo com investigação psicológica parecem ter caráter intrusivo) de cunho agressivo e sexual que incomodam sobremaneira. (dúvidas qto a própria sexualidade, "desejos" de causar mal a alguém). Questões: - Esta criança pode estar apresentando sintomas obsessivos que evoluirão para quadro de TOC. - Tais pensamentos podem ser "passageiros" com evolução para um desaparecimento. Como fazer diagnóstico diferencial?? Faz-se necessária avaliação psiquiátrica??

Esta criança está apresentando pensamentos obsessivos que não são as obsessividades naturais de sua idade devido ao conteúdo e à intensidade da ansiedade referida. A evolução não pode ser prevista a esta altura de seu desenvolvimento e tão somente com os dados fornecidos. Recomendo uma avaliação psiquiátrica com urgência antes que a estrutura ainda imatura desta criança venha a se alterar com seqüelas permanentes. Dr. Raymond Rosenberg.

Gostaria de obter informações sobre escrita espelhada em crianças em fase de alfabetização. Até que ponto isso é considerado normal e em que momento devemos procurar ajuda mais específica?

A escrita espelhada que se mantém após o 2o ano primário pode ser sinal de uma dislexia ( talvez associada a Distúrbio de Atenção) ou de um talento de uma criança bem dotada. Após o primeiro semestre do 1o ano primário toda criança merecerá um trabalho de diagnóstico diferencial. Dr. Raymond Rosenberg.

Tenho um paciente de cinco anos de idade que há quatro deixou de comer comida. Atualmente, seu único alimento diário são alguns copos de leite com Nescau. Descreve ter nojo de comida, faz vômito somente em ver o irmão menos ou outras pessoas comendo... Pelas descrições atuais da mãe, percebo que seus sintomas se ampliam, tornando-se uma criança tensa, em constante estado de alerta, chegando a não conseguir brincar em função de preocupar-se em adoecer, etc. Não aceita toques corporais, passando a lavar-se imediatamente quando isso acontece. A família vem apresentando-se sem saída, em especial a mãe, causando grandes conflitos e sofrimentos familiares. Penso na hipótese de este menino estar desenvolvendo um transtorno Obsessivo-compulsivo e já estou encaminhando para avaliação psiquiátrica

O quadro que descreveu mais me parece psicótico do que Distúrbio Obsessivo Compulsivo. Eu levaria esta criança a um posto de saúde onde ela poderia ser vista por um Psiquiatra infantil. A sintomatologia é por demais severa para esperar a evolução do quadro. Acredito que um serviço Universitário se interessaria sobremaneira a um quadro tão raro e no Rio de Janeiro temos boas Faculdades de Medicina. Dr. Raymond Rosenberg

 Tenho uma filha com 10 anos e ela tem demonstrado baixa capacidade de interação com as outras crianças e adultos. Aos 6 anos fizemos uma bateria de testes psicológicos que não indicaram nenhuma anormalidade. O Psiquiatra na época falou ela tinha personalidade introvertida. Como o quadro não melhorou e ela sempre apresentou problemas de atenção e dificuldade na escola, em fevereiro de 2001, resolvemos consultar uma Psicóloga. Novamente vamos fazer exames psicológicos, comparando com os de 4 anos atrás. Esta profissional esta recomendando a consulta com um Psiquiatra, com provável utilização de Antidepressivos. Quais são os prós e contras deste tipo de tratamento em crianças? Tenho uma filha com 10 anos e ela tem demonstrado baixa capacidade de interação com as outras crianças e adultos. Aos 6 anos fizemos uma bateria de testes psicológicos que não indicaram nenhuma anormalidade. O Psiquiatra na época falou ela tinha personalidade introvertida. Como o quadro não melhorou e ela sempre apresentou problemas de atenção e dificuldade na escola, em fevereiro de 2001, resolvemos consultar uma Psicóloga. Novamente vamos fazer exames psicológicos, comparando com os de 4 anos atrás. Esta profissional esta recomendando a consulta com um Psiquiatra, com provável utilização de Antidepressivos. Quais são os prós e contras deste tipo de tratamento em crianças?

O uso dos Antidepressivos para a fobia social é o tratamento de segunda escolha. A primeira abordagem é a terapia Cognitivo Comportamental. As medicações anti-depressivas, quando ministradas por profissional experiente, não costumam ter efeitos colaterais severos e dignos de nota. A associação das duas terapias irá acelerar a integração de sua filha. Se quiser maiores detalhes sobre os Antidepressivos em crianças e adolescentes, sugiro a leitura do capítulo Psicofarmacoterapia do livro Psiquiatria da Criança e do Adolescente Editado pelo Prof. Francisco Batista Assumpção Jr. Dr. Raymond Rosenberg

... 3 anos apresenta conforme a Ressonância Magnética um cisto aracnóide na cisterna Silviana direita com proeminência de espaço perivascular no sub-cortex parieto occipital à esquerda. Segundo o médico, terá que fazer novo exame daqui a 6 meses para acompanhar a evolução pois o cisto é bem pequeno e não o prejudica ainda. Ainda segundo o médico, este tipo de cisto nesta localidade é responsável por problemas Neuropsiquiátricos infantis. Gostaria de saber que problemas são estes, que conseqüências podem vir, e que tratamento é indicado.

Há crianças (e adultos também) que têm cistos dentro do cérebro SEM JAMAIS APRESENTAR PROBLEMAS. Isto se deve à plasticidade do cérebro em se adaptar e compensar a falta/falha de certas estruturas cerebrais. A melhor atitude é a que o colega médico recomendou "olhar e cuidar". A observação do desenvolvimento do seu sobrinho é que dirá o que tem que fazer além de observar a evolução do cisto e SÓ QUANDO HOUVER UM DESVIO DO DESENVOLVIMENTO PENSAR EM INTERVENÇÃO. Será preciso só paciência e seguimento regular. Boa sorte! Dr. Raymond Rosenberg.

Na APAE onde atuo como Psicóloga, atendo uma criança com 3 anos que apresenta muitas crises convulsivas incontroláveis até o momento. O Neurologista suspeita que a criança esteja apresentando um quadro característico da Síndrome de Lennox Gastault.( não sei se a grafia está correta). Qual o prognóstico para esta criança? No quadro atual da criança quando a estimulamos desencadeia-se muitas crises, se não a estimulamos a criança fica em estado vegetativo, o que devemos fazer? O Neurologista solicitou uma avaliação Eletroneuromiográfica para posterior diagnóstico, o referido exame confirma a patologia? Dr. Rosenberg eu o agradeço e aguardo sua resposta.

O quadro de Lenox Gastault é de fato refratário a muitas das medicações atualmente utilizadas e tem se feito uso da Gabapentina como nova arma terapêutica, embora com reservas. Há um novo livro de Genética editado pelo Dr. Zan Moustachi onde poderá encontrar maiores detalhes sobre a Síndrome de Sotos. Estamos às ordens para maiores detalhes. Dr. Raymond Rosenberg

... 7 anos foi diagnosticada como Autista de bom nível funcional, verbaliza desde os 2 anos de idade, mas estamos notando que é muito Hiperativa o que segundo especialistas, faz com que não consiga desenvolver todo o seu potencial, toma Carbamazepina e Imipramina, recentemente me indicaram o uso da Piridoxina, gostaria de saber mais sobre a terapia da megavitamina .

A hiperatividade de um indivíduo com Autismo costuma responder à Vitamina B6 (Piridoxina) conforme a Literatura internacional. Não há pesquisa específica, que eu tenha lido nos últimos 5 anos, que fale de MEGAVITAMINAS. Os relatos se originam de San Diego sem controle ou comprovação científica. O produto comercial propagado é o NUTERA e eu não recomendaria.. Dr. Raymond Rosenberg 

Tenho uma filha de 7 anos que há 1 ano toma Carbolitium. Gostaríamos de saber qual a causa do aumento e a diminuição do Lítio. Ela faz tratamento com um Neurologista.

Os sais de Lítio são usados em crianças que tenham um nível de agressividade aumentado. O Lítio não existe naturalmente nos seres humanos. Devemos ter cautela na população infantil com a função da Tireóide pois o Lítio compete com o Iodo nesta glândula. Dr. Raymond Rosenberg

Na APAE onde atuo como Psicóloga, atendo uma criança com 3 anos que apresenta muitas crises convulsivas incontroláveis até o momento. O Neurologista suspeita que a criança esteja apresentando um quadro característico da Síndrome de Lennox Gastault.( não sei se a grafia está correta). Qual o prognóstico para esta criança? No quadro atual da criança quando a estimulamos desencadeia-se muitas crises, se não a estimulamos a criança fica em estado vegetativo, o que devemos fazer? O Neurologista solicitou uma avaliação Eletroneuromiográfica para posterior diagnóstico, o referido exame confirma a patologia? Dr. Rosenberg eu o agradeço e aguardo sua resposta.

O quadro de Lenox Gastault é de fato refratário a muitas das medicações atualmente utilizadas e tem se feito uso da Gabapentina como nova arma terapêutica, embora com reservas. Há um novo livro de Genética editado pelo Dr. Zan Moustachi onde poderá encontrar maiores detalhes sobre a Síndrome de Sotos. Estamos às ordens para maiores detalhes. Dr. Raymond Rosenberg

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